DELATOR DIZ QUE PROPINAS COMEÇARAM NO GOVERNO DE FHC.

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Mário Góes revelou aos investigadores da Lava Jato que ouviu do ex-gerente de Serviços Pedro Barusco que Denise Kos, operadora de contas para movimentar propinas na Suíça, foi apresentada a ele por Julio Faerman, representante da SBM que negociou suborno desde o primeiro contrato de navio-plataforma da Petrobrás, na década de 1990; Denisa também intermediu repasses a Góes; a Polícia Federal mostrou que ele recebeu de empreiteiras, entre 2003 e 2014, R$ 220 milhões, e também identificou um pagamento no valor de R$ 70 mil, em 2007, a Barusco
31 DE JULHO DE 2015 ÀS 05:16
247 – Em seu depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira, 28, o novo delator da Lava Jato Mário Góes revelou aos investigadores que o esquema de corrupção na Petrobras começou durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Góes contou que ouviu do ex-gerente de Serviços Pedro Barusco que Denise Kos, operadora de contas para movimentar propinas na Suíça, foi apresentada a ele por Julio Faerman, representante da SBM que negociou suborno desde o primeiro contrato de navio-plataforma da Petrobrás, na década de 1990.

Denise também teria atuado na criação da empresa Maranelle e da conta de mesmo nome na Suíça, utilizadas por Góes e Barusco para movimentar propinas do caso Petrobras no exterior.

A investigação da Polícia Federal mostrou que Góes recebeu de empreiteiras, entre 2003 e 2014, R$ 220 milhões. A PF também identificou um pagamento feito pelo operador no valor de R$ 70 mil, em 2007, a Barusco.

Leia aqui reportagem de Mateus Coutinho e Julia Affonso sobre o assunto.

 

Fonte: Brasil247

Adir Assad, o doleiro das obras tucanas.

 

por Henrique Beirangê — publicado 30/07/2015 04h27
As investigações sobre o empresário abrem novas perspectivas
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Assad foi preso na décima fase da Operação Lava Jato

De origem libanesa, 62 anos, ele se identifica como um atleta de alta performance. Chegava a correr 17 quilômetros por dia e disputou a maratona de Nova York. Diz ter optado por uma vida saudável, motivo que o levou a se afastar dos negócios. Empresário do ramo de eventos há três décadas, trouxe ao Brasil estrelas da música, como a banda U2, a cantora Amy Winehouse e a diva pop Beyoncé. Fachada? Sim, segundo a Polícia Federal. Preso desde março por suposto envolvimento nos desvios da Petrobras, o doleiro Adir Assad é notório frequentador das páginas policiais.

Há quatro meses a força-tarefa da Lava Jato tenta arrancar informações de Assad, detido na décima fase da operação. Até agora ele mantém o silêncio e nega participação no esquema. Ao juiz Sergio Moro declarou-se um “estranho no ninho” na penitenciária paranaense que também abriga o ex-tesoureiro do PT João Vaccari e o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque.

Os investigadores o acusam de receber 40 milhões de reais como pagamento pela lavagem de dinheiro da Construtora Toyo Setal. Segundo a PF, o dinheiro seguiu para contas indicadas pelo operador Mário Góes ou foi encaminhado diretamente a Duque e a Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras também encarcerado. Os dois funcionários da estatal representariam os interesses do PT no esquema.

Não só. A prisão de Assad revigora outro escândalo já esquecido: o esquema da Construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O doleiro aparece principalmente nas histórias de desvios de obras no estado São Paulo, governado há mais de duas décadas pelo PSDB. Um novo documento nas mãos de procuradores e policiais federais tem o poder de revelar detalhes de um escândalo de proporções ainda desconhecidas no ninho tucano. Os promotores de São Paulo sabem da existência das operações e pretendem abrir inquéritos para apurar as operações financeiras.

O documento é um relatório de análise do Ministério Público Federal que enumera uma série de tabelas de pagamentos a cinco companhias. Segundo a PF, trata-se de empresas de fachada criadas para lavar o pagamento de propinas intermediadas por Assad. Entre elas aparece a Legend Engenheiros, responsável por movimentar 631 milhões de reais sem nunca ter tido um único funcionário, conforme a Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho.

A contabilidade da empresa exibe polpudos pagamentos de consórcios e empresas que realizaram obras bilionárias no governo de São Paulo durante os últimos 20 anos. O primeiro pagamento que salta aos olhos é um depósito de 37 milhões de reais ao Consórcio Nova Tietê. Liderado pela Construtora Delta, o consórcio levou as principais obras de alargamento das pistas da principal via da capital paulista em 2009, durante o governo de José Serra. O valor inicial do contrato previa gastos de 1 bilhão de reais, mas subiu para 1,75 bilhão, ou seja, acréscimo de 75%. Um inquérito sobre a inflação de custos chegou a ser aberto pelo Ministério Público de São Paulo. Acabou, como de costume em casos que envolvem tucanos, arquivado.

A obra foi acompanhada na época pela Dersa, empresa de economia mista na qual o principal acionista é o estado de São Paulo. Na assinatura do contrato entre o governo e o consórcio, o nome do representante da empresa estatal que aparece é o de um velho conhecido: Paulo Vieira de Souza, o famoso Paulo Preto, cuja trajetória e estripulias foram bastante comentadas durante a campanha presidencial de 2010. Acusado de falcatruas, Preto fez uma acusação velada a Serra e ao PSDB à época. “Não se abandona um líder ferido na estrada”, afirmou.

Outro consórcio que participou das obras da ampliação das marginais, o Consórcio Desenvolvimento Viário, também contribui com as contas de Assad. Liderado pela Construtora Egesa, foram 16,1 milhões nas contas da S.M. Terraplenagem Ltda. A Egesa, em consórcio com a EIT, foi responsável por um total de 18,32 quilômetros, considerando os dois sentidos da via, entre o Viaduto da CPTM e a Ponte das Bandeiras.

Durante a Operação Castelo de Areia, que investigou a suspeita de pagamento de propina a agentes públicos pela Camargo Corrêa, o nome de Paulo Preto aparece em uma anotação. Precede um valor: 416 mil reais. O ex-funcionário da Dersa nunca foi indiciado pela Polícia Federal. A Castelo de Areia acabou enterrada por uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. Assad aparece ainda em outra operação federal, a Saqueador, paralisada desde 2013.

Talvez a “sorte” de Assad mude. Na página 41 do relatório do Ministério Público Federal deste ano, aparece outro pagamento, de 2,6 milhões de reais, da Concessionária do Sistema Anhanguera Bandeirantes à Rock Star Marketing, também de propriedade do doleiro. O sistema rodoviá-
rio interliga a capital paulista ao interior do estado e foi licitado em 1997. O vencedor foi o CCR, que tem entre seus acionistas a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez. Esta, aponta o relatório, repassou à Legend 125 milhões de reais. O sistema possui oito praças de pedágio e, de acordo com o relatório aos investidores, só no ano passado gerou lucro líquido de 669 milhões. Detectou-se ainda um depósito de 624 mil reais na conta da Rock Star por uma empresa pertencente à CCR responsável pela exploração do sistema Castelo-Raposo, que liga a capital ao Oeste Paulista.

O Rodoanel também não deve escapar da mira dos procuradores. Orçada em 3,6 bilhões de reais, a obra foi dividida em cinco trechos. Vencedora de um dos lotes, a empresa Rodoanel Sul 5 Engenharia depositou 4,6 milhões na conta da Legend. Por receber repasses da União, o Rodoanel passou por uma auditoria do Tribunal de Contas da União. De acordo com um relatório do TCU, o consórcio formado pela empreiteira OAS e Mendes Júnior, também envolvidas no escândalo da Petrobras, incorporou irregularmente uma terceira empresa para a execução, uma violação das regras da licitação. Coincidência ou não, a OAS alimentou as contas de Assad. Um depósito de cerca de 2 milhões de reais foi identificado na quebra de sigilo. Outra concessionária responsável por erguer outro trecho do Rodoanel, a SP Mar, repassou 4,2 milhões à empresa de Assad. A SP Mar pertence ao Grupo Bertin e cuidou da interligação do trecho sul à Rodovia Presidente Dutra, em Arujá.

A lista é extensa. Das supostas cinco empresas de fachada foram encontradas movimentações de 1,2 bilhão em operações financeiras com cerca de cem consórcios e companhias, além de indivíduos. Sergio Moro tentou recuperar parte do dinheiro movimentado por Assad. Determinou o bloqueio de 40 milhões de reais. Mas para surpresa, ou não, as contas estavam zeradas.

Os depósitos servirão para novas linhas de investigação pela Promotoria de São Paulo, que também quer entender as planilhas de pagamento do doleiro Alberto Yousseff. Reportagem exclusiva de CartaCapital mostrou que o operador mantinha uma lista de 750 obras, entre elas construções da Sabesp, do Monotrilho e do Rodoanel.

Com uma prisão preventiva nas costas e, sem prazo para se esgotar, os investigadores ainda não conseguiram convencer o doleiro a optar pela delação premiada. O Ministério Público de São Paulo diz pretender ouvir Assad, em busca da origem e do destino dos repasses. Uma eventual colaboração do “empresário do show business” poderia ampliar o escopo das investigações da Lava Jato. Neste caso, a força-tarefa será obrigada a remar contra a maré. Quando não se trata de petistas e seus aliados, os investigadores já devem ter percebido, o ímpeto da mídia e o apoio da chamada “opinião pública” costumam minguar.

Fonte: Carta Capital

União dos Estudantes de Pernambuco se posiciona sobre lançamento do passe-livre estudantil promovido pelo Governo de Pernambuco que ocorreu na segunda (27).

Nós que compomos a entidade representativa dos/as Estudantes universitários/as de Pernambuco viemos por meio dessa nota fazer uma reflexão à respeito do projeto do “Passe livre” do governo do Estado.
O Passe livre, pauta que os movimentos sociais vem levantando a anos, é o programa que garantirá que os e as estudantes pernambucanos/as consigam participar com plenitude da vida acadêmica, principalmente os de origem popular que não tem condiçôes de pagar a passagem carissima que tem no nosso Estado.
Infelizmente, os movimentos sociais que lutam em defesa do passe-livre irrestrito sempre foram tratados a bala de borracha pelo governo de Pernambuco.
A conferência de transporte, espaços onde a sociedade civil juntamente com o governo encaminham as políticas de transporte ainda näo ocorreu impossibilitando assim um amplo debate sobre o sistema de transporte no nosso Estado.
O programa que visa distribuir passagens para os/as estudantes cadastrados da RMR na Rede Estadual de Ensino e os cotistas matriculados na Universidade de Pernambuco (UPE) é uma excelente iniciativa, no entanto, não reconhecemos esse programa enquanto passe livre estudantil por não contemplar todos/as estudantes do estado e desconsidera o Plano Estadual de Assistência Estudantil (PEAES) , programa elaborado pelo movimento estudantil que garante o direito a transporte de qualidade para todos os as estudantes do Estado
A vida estudantil é composta por diversas dificuldades de acesso e permanência. A condição de se manter em uma universidade perpassa por fatores como alimentação, transporte, moradia, acesso à saúde, lazer, cultura, e tantos outros pontos, como debatido no PEAES, no ano passado na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), que em seu projeto garante que os estudantes pernambucanos/as tenham o direito de permanência garantido na escola ou universidade.
Considerando ainda que esse projeto de “passe livre” oferecido com um sistema de transporte falho, de péssima qualidade e sem nenhuma segurança, colocando-nos, usuário e trabalhador/a em condições de risco, sendo eles por assaltos ou acidentes trágicos como de Camila Mirelle, estudante da UFPE, morta em maio deste ano, na BR-101, num ônibus Barro-Macaxeira, que estava completamente lotado, e que desde a tragédia não se teve posicionamento de solução proposto pelo Governo de Pernambuco.
Nós queremos imediatamente a aprovação do Plano de assistência estudantil que garante passe-livre pra todos/as estudantes pernambucanos/as, queremos a realização da conferência estadual de transporte, a meia passagem intermunicipal, a reduçäo das tarifas e a auditoria nas contas das empresas de transporte.
Não iremos admitir que o governo do Estado, que sempre reprimiu o movimento passe livre, agora de forma eleitoreira iluda os estudantes dizendo que esse projeto é o tão sonhado passe livre.
Queremos que o Governo dos Estado interiorize suas políticas, execute os mecanismos de dialogo com a população e aprove imediatamente o passe livre irrestrito pra todo estudante do litoral ao sertão.

Confira no site outras matérias: http://uepcandidopinto.blogspot.com.br/2015/07/uep-candido-pinto-se-posiciona-sobre.html

Fonte: União dos Estudantes de Pernambuco
Gestão Democrática Pela Base
(81) 9975-62782

Brasil atingiu meta do milênio em redução de pobreza e fome, diz ONU.

Edgard Júnior | Radio ONU | Agência Brasil | Nova York – 27/07/2015 – 14h40
Segundo especialista do Pnud, grupos mais afetados pela pobreza extrema são as mulheres, os idosos, as pessoas com deficiências e as minorias étnicas

A especialista do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) Renata Rubian afirmou que o Brasil conseguiu atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs, em relação à pobreza e à fome. Em Nova York, Rubian disse em entrevista à Rádio ONU que o país buscou metas bem mais ambiciosas do que as determinadas pelas ODMs.

“Por exemplo, a meta de redução da pobreza no Brasil não é de 50%, a meta de redução do Brasil que o governo adotou é de reduzir a 25% a incidência da pobreza extrema. A meta de redução da fome no Brasil também não é de redução de incidência de 50%. É uma meta de erradicação da fome”, disse Rubian.Leia também: Humilhação, xingamentos e tortura: violações de direitos humanos marcam formação de policiais militares brasileiros

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O sertão nordestino é um dos locais com maior concentração de pobreza extrema no Brasil

Em relação aos países de língua portuguesa, ela citou resultados mistos. Rubian falou sobre a situação em Angola, Moçambique, Cabo-Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste, que registrou avanços no setor de saúde.

“O Timor-Leste ainda não atingiu a meta de redução de pobreza, mas a genete vê que o Timor é um sucesso, na verdade, na redução da mortalidade infantil e na melhoria da saúde materna. No caso dos países africanos, é uma situação complexa. A gente vê, por exemplo, Angola e Moçambique que têm um crescimento econômico astronômico. Angola, a gente sabe muito bem de todas as riquezas naturais, como diamantes e petróleo. Mas infelizmente, no caso de Angola e Moçambique, esse crescimento econômico não se traduziu numa redução da pobreza.”

No geral, a especialista do Pnud afirmou que o mundo conseguiu reduzir a taxa de pobreza de 36% em 1990, para 15% atualmente. Segundo ela, os grupos mais afetados pela pobreza extrema são as mulheres, os idosos, as pessoas com deficiências e as minorias étnicas.
Dados

Rubian disse que houve um avanço no plano global, em termos absolutos, mas quando analisados os dados agregados, os desafios continuam em várias áreas. No caso do objetivo 8, da parceria para o desenvolvimento global, Rubian explica que ele propõe mudanças em vários setores como o financeiro, principalmente no comércio internacional. Ainda na lista estão negociações para o perdão da dívida externa de países, acesso a medicamentos e à tecnologia.

“Em termos de tecnologia a gente pode dizer que essa é uma área de tremendo sucesso. A gente até compara… em vários países uma pessoa pobre tem acesso a um telefone celular mas não tem acesso a um banheiro, a um vaso sanitário. É um dado estatístico triste mas é a realidade. Em relação à telefonia celular foi um momento enorme e temos 95% da população, a gente calcula, com acesso a um telefone celular.”

Agenda Pós-2015

Renata Rubian falou também sobre como a luta contra a pobreza e a fome e os esforços para o desenvolvimento se encaixam na nova agenda sustentável pós-2015, que será aprovada em setembro.

A especialista do Pnud chamou a atenção para os princípios de sustentabilidade que vão estar incluídos no novo documento. Ela citou o princípio da integração entre os fatores sociais, econômicos e ambientais e também o da universalidade, que tem duas dimensões.

Rubian explicou que a agenda será aplicada a todos os países: desenvolvidos e em desenvolvimento e trará metas universais, como por exemplo, acabar mundialmente com a pobreza e a fome até 2030.

Fonte: operamundi.uol.com.br

MARCOS COIMBRA DIZ QUE “LULA É O FRANCO FAVORITO EM 2018”.

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“O contingente que vota ou poderia votar em Lula continua majoritário entre os eleitores”, afirma o presidente do instituto de pesquisa Vox Populi, em artigo na Carta Capital

26 DE JULHO DE 2015 ÀS 09:34

247 – O ex-presidente Lula continua sendo o franco favorito na disputa à presidência de 2018, afirma o presidente do instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, em artigo na revista Carta Capital.

A avaliação é feita com base em uma pesquisa de seu instituto realizada em maio, da qual concluiu: “a soma daqueles que, em graus diferentes, podem ser considerados “eleitores potenciais” de Lula chega a 51% e a dos não eleitores a 42%”.

“Mais relevante: essas respostas são quase idênticas àquelas obtidas há dez anos em pesquisa também realizada pelo Vox Populi”, acrescenta Coimbra, sobre a mostra feita seis meses antes de Lula ter sido reeleito, em abril de 2006.

“Quem quiser se iludir com pesquisas de intenção de voto para 2018 que exibem números para Lula entre 20% e 25% que o faça. Na melhor das hipóteses, os resultados tornam conjunturais fenômenos que nada de conjuntural possuem”, diz ainda.

O presidente do instituto conclui que “a próxima eleição está distante e ninguém sabe como será disputada”, mas que, “de uma coisa podemos estar certos: se for candidato, Lula é favorito”.

Fonte: Brasil247

TJ-BA determina que 30% das vagas de concursos públicos serão reservados a negros.

Tribunal é a primeira corte do país a reservar vagas em concursos para magistrados e servidores
Por Da Redação – 24/07/2015 19:40:00

 

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) determinou, em decisão inédita, que 30% das vagas dos próximos concursos públicos da corte serão reservados a afrodescendentes. O TJ-BA é a primeira corte do país a reservar vagas em concursos para cargos nas carreiras de magistrado e servidor.

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TJ-BA determina que 30% das vagas de concursos públicos serão reservados a negros
(Foto: Divulgação)

A Resolução, proposta pelo presidente do Tribunal, o desembargador Eserval Rocha, foi aprovada na sessão desta sexta-feira (24). De acordo com o TJ-BA, essa pode ser considerada uma “decisão histórica e inédita em todo o país entre os tribunais estaduais”.

O desembargador Lidivaldo Raiache Raimundo Brito, presidente da Comissão de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos, afirmou que “o percentual se justifica em razão da grande presença de descendentes de africanos trazidos como escravos, em navios chamados negreiros, para trabalhar nas lavouras brasileiras”.

Fonte: Correio24horas.com.br

ATLETA SALGUEIRENSE DIZ QUE PREFEITURA MUNICIPAL DISTORCEU OS FATOS.

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Nas últimas semanas temos acompanhado o embate travado entre o lutador e professor de Jiu-Jitsu Paulo Maia e a Prefeitura Municipal de Salgueiro, reivindicando apoio ao esporte amador na cidade.

Nessa quinta feira (23), por meio das redes sociais da Prefeitura, foi publicada a informação que o Município patrocinou o atleta numa quantia superior a 5 mil reais. O atleta, por meio de nota de esclarecimento, discordou da postagem, afirmando que a Prefeitura distorceu os fatos, alegando que a quantia não foi acima de 5 mil reais, não tendo sido ele o único patrocinado. Segundo a nota emitida pelo atleta, a quantia foi repassada para o custeio de despesas de viagens e inscrições de campeonato para 60 atletas.

 

 

Lívia de Lima Monteiro

Redatora.

Pílula do dia seguinte antiaids começa a ser distribuída hoje.

 

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Publicação: 23/07/2015 09:28 Atualização:
O uso unificado da “pílula do dia seguinte” para aids começa a valer a partir desta quinta-feira, 24. Com a publicação no Diário Oficial da União do novo protocolo de diretrizes terapêuticas, todas as pessoas que tiverem enfrentado uma situação de risco para o vírus HIV passam a ter acesso aos medicamentos antiaids em qualquer serviço especializado.

A profilaxia pós-exposição, como o tratamento é chamado, é indicado para todos que tiveram risco de contato com o vírus causador da aids. Isso pode acontecer tanto num acidente ocupacional, como médicos ou enfermeiros que tiveram contato com sangue de paciente, quanto com vítimas de violência sexual ou pessoas que tiveram relação sexual desprotegida. Para ter eficácia, no entanto, o tratamento, feito ao longo de 28 dias, tem de ter início no máximo até 72 horas após a exposição ao vírus. O ideal é que o ele seja iniciado nas primeiras duas horas após a exposição.

O objetivo da nova estratégia é facilitar o acesso e, principalmente, evitar a recusa de alguns serviços de fornecer a terapia, eficaz para prevenção da doença. “Antes da mudança, havia o entendimento incorreto de que um serviço especializado poderia atender apenas a um grupo determinado”, afirmou o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita.

Com isso, serviços que prestam atendimentos a vítimas de violência, por exemplo, alegavam que só poderiam fornecer remédios às mulheres ali atendidas. “A maior parte das recusas ocorria para pessoas que recorriam ao serviços depois de manter relações sexuais desprotegidas”, completou Mesquita.

O Ministério da Saúde não tem estimativa de qual será o impacto da mudança. Para facilitar o acesso aos serviços, o Ministério vai lançar um aplicativo em dezembro com orientações sobre os postos mais próximos de distribuição. Além de centros de serviços especializados em DST-Aids, em algumas cidades antirretrovirais são fornecidos também em unidades de emergência. “Nos casos de serviços 24 horas, a distribuição de medicamentos não é feita para 28 dias. Os serviços dão o suficiente para três ou quatro dias de terapia e pedem que o paciente retorne, num segundo momento, para pegar o restante.”

A terapia começou a ser ofertada no Sistema Único de Saúde nos anos 90, inicialmente para profissionais de saúde que tiveram contato com materiais contaminados ou sob risco de contaminação. Em 1998, a terapia foi estendida para vítimas de violência sexual e, em 2011, passou a ser ofertada também a todos os que tiveram uma relação sexual desprotegida.

Conferência

Mesquita, que está na Conferência Internacional de Aids, em Vancouver, no Canadá, contou que neste ano o Brasil definirá a estratégia para outra forma de prevenção à doença: o uso dos antiaids antes da relação sexual desprotegida. Neste caso, em vez de “pílula do dia seguinte”, os remédios agiriam como uma “vacina”.

Hoje, dois estudos estão em andamento, para verificar a adesão de voluntários. “A eficácia da terapia pré-exposição está comprovada. O que observamos é o comportamento de pacientes voluntários, se eles mantêm o uso de remédios, se aprovam a estratégia”, contou. Resultados de estudo conduzido na Fiocruz foram animadores. A ideia é definir se a estratégia pode ser incluída no programa brasileiro a partir de 2016.

Fonte: Diário de Pernambuco.

EMPRESÁRIO DEFENDE DILMA: PATRIOTA, CORRETA, DE FIBRA.

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Ichiro Guerra/PR:
“Hoje é fácil criticar, mas temos de reconhecer os méritos onde estão”, disse, nesta quarta-feira, o empresário Rubens Ometto, controlador do grupo Raízen, maior empresa do setor sucroalcooleiro, que é fruto de uma aliança entre os grupos Shell e Cosan, ao inaugurar uma nova usina de etanol, em Piracicaba (SP); Ometto qualificou a presidente Dilma como “mulher brasileira, patriota, correta, lutadora e de fibra”; ele fez também uma defesa pública do BNDES, no momento em que a crise política estimula uma possível CPI sobre o banco; “Sem o apoio do BNDES este investimento não seria viável”, disse ele; apoio empresarial ocorre num momento importante, em que setores da oposição tentam estimular um golpe contra a presidente Dilma

22 DE JULHO DE 2015 ÀS 20:12

247 – O empresário Rubens Ometto, controlador do grupo Raízen, a maior empresa de açúcar e álcool do País, fez uma importante defesa da presidente Dilma Rousseff, ao inaugurar uma usina de etanol em Piracicaba (SP).

“Hoje é fácil criticar, mas temos de reconhecer os méritos onde estão”, disse ele. Ometto qualificou a presidente Dilma como “mulher brasileira, patriota, correta, lutadora e de fibra”.

Ele fez também uma defesa pública do BNDES, no momento em que a crise política estimula uma possível CPI sobre o banco. “Sem o apoio do BNDES este investimento não seria viável”, disse o empresário, referindo-se ao investimento de R$ 231 milhões financiado pela instituição.

O apoio empresarial ocorre num momento importante, em que setores da oposição tentam estimular um golpe contra a presidente Dilma.

Ometto também fez elogios ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, qualificando-o como “democrata, homem honesto e sempre vigilante nos interesses do Estado”.

Ao falar sobre o momento de crise na economia, Ometto afirmou ter confiança no futuro. “Se precisarmos de prova que o Brasil é maior do que qualquer crise, a prova está aqui”, afirmou.

Fonte: Brasil247

PROCURADOR ANTI-LULA SERÁ INVESTIGADO PELO CNMP.

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Conselho Nacional do Ministério Público instaurou procedimento disciplinar contra o procurador da República Valtan Timbó Mendes Furtado, acusado pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter interferido na apuração preliminar sobre o suposto tráfico de influência em favor da Odebrecht; ele já responde por outro procedimento disciplinar por não ter dado andamento a 245 procedimentos que estavam sob a sua responsabilidade

22 DE JULHO DE 2015 ÀS 05:25

Por Livia Scocuglia, Consultor Jurídico

O Conselho Nacional do Ministério Público instaurou procedimento disciplinar contra o procurador da República Valtan Timbó Mendes Furtado. Ele é acusado pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter interferido na apuração preliminar sobre o suposto tráfico de influência em favor da Odebrecht. Para a defesa de Lula, houve desvio de função.

Um dos advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins, do Teixeira, Martins & Advogados, aponta para os três motivos que levaram ao pedido de instauração do procedimento. Primeiro é o fato de o procurador ter convertido uma notícia de fato em procedimento investigatório criminal, quebrando as regras de atribuição. Segundo é que, pela regra do CNMP, o procurador não teria competência para intervir no procedimento, já que a responsável pelo caso era a procuradora titular Mirella de Carvalho Aguiar. E, por último, foi ter convertido em procedimento um caso antes de ter recebido a resposta do interessado.

A defesa pediu ainda a suspensão da eficácia do ato do procurador, mas o corregedor Alessando Tramujas Assad recusou o pedido por entender que o CNMP não poderia tomar essa decisão. Segundo o corregedor, isso seria uma revisão do ato praticado pelo procurador que deveria ser pedida em outra esfera.

Agora, Furtado tem dez dias para apresentar as explicações solicitadas pelo CNMP. Caso fique constatada a infração disciplinar, o procurador pode ser punido. Ele já responde por outro procedimento disciplinar, também instaurado pelo CNMP, por não ter dado andamento a 245 procedimentos que estavam sob a sua responsabilidade.

Fonte: Brasil247

“Maconha brasileira abastece 40% do mercado nacional”

 

por Marcelo Pellegrini — publicado 21/07/2015 04h44
Pesquisador relata funcionamento do chamado “Polígono da Maconha”, onde agricultores pobres do sertão nordestino fornecem matéria-prima para organizações criminosas

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Polícia Federal
Plantio de maconha
Polícia Federal faz a queima de um plantio de maconha escondido entre a caatinga

 

O Brasil não é mais somente uma rota do tráfico internacional de narcóticos. Hoje, o País é o maior consumidor de drogas da América do Sul e também um dos maiores produtores, em parte graças às plantações no chamado “Polígono da Maconha”, na região sertaneja do Nordeste.

“Há um mito de que a maconha consumida no Brasil venha do Paraguai, de que não é um problema nosso”, afirma o sociólogo Paulo Cesar Fraga, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). “Na verdade, a agricultura familiar e tradicional do sertão nordestino já produz 40% da maconha consumida no País”, diz.

Formado por 13 cidades (Salgueiro, Floresta, Belém de São Francisco, Cabrobó, Orocó, Santa Maria da Boa Vista, Petrolina, Carnaubeira da Penha e Betânia, todas em Pernambuco, e Juazeiro, Curaçá, Glória e Paulo Afonso, na Bahia), o Polígono da Maconha surgiu graças a uma confluência de fatores, no topo das quais está o baixo investimento dos governos no desenvolvimento da região.

Para Fraga, o governo deveria rever sua política de repressão ao plantio, o que poderia ajudar no desenvolvimento dos municípios afetados pela produção e também os pequenos agricultores, que acabam submetidos às regras do crime organizado. Dados da Polícia Federal mostram que 1kg de maconha rende para um agricultor da erva cerca de 150 a 200 reais, enquanto que a maconha é vendida nas capitais entre 600 e mil reais.

Leia a entrevista:

CartaCapital: A maconha cultivada no Polígono da Maconha é responsável pelo abastecimento de qual fatia do mercado nacional?

Paulo Fraga: Há um mito de que a maconha consumida no Brasil venha do Paraguai, de que não é um problema nosso. No entanto, estima-se que a maconha do Vale do São Francisco abasteça cerca de 40% do mercado nacional, ficando restrita às capitais, às regiões metropolitanas e ao interior do Nordeste. A maior parte da maconha consumida no Brasil vem do Paraguai e abastece os principais mercados como Rio, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e as regiões metropolitanas e as cidades de médio e pequeno porte dos estados do Sul e Sudeste. O Brasil é considerado o quinto maior produtor de maconha das Américas, mas sua produção não consegue abastecer todo o mercado nacional. Somos grandes consumidores.

CC: É possível estimar os valores envolvidos nesta cadeia produtiva?

PF: Não arriscaria valores, pois não há fontes ou projeções muito seguras. O que se pode dizer é que houve época em que os recursos do plantio tinham muito impacto nas cidades locais. Isso mudou e hoje o impacto é menor. Apesar de não se ter uma política agrária consistente para a região, os programas sociais e ações de desenvolvimento nos últimos anos tiveram impactos mais relevantes.

A crise que se avizinha pode significar um quadro como o que víamos o final do anos 1990, em que a pobreza extrema era muito presente na região, a violência era alarmante e a migração da violência do tráfico migrava para outras criminalidades mais facilmente. No final dos anos 1990, das 10 cidades com maior taxa de homicídios no país, três ficavam na região do Polígono da Maconha.

CC: O que explica o plantio de maconha na região do Nordeste denominada Polígono da Maconha?

PF: A presença da maconha na região vem de longa data, mas o cultivo se intensifica com o surgimento de um mercado no País. Esse surgimento estava atrelado à contracultura nos anos 1970 e teve produção recorde a partir da década de 90. No entanto, a explicação para o plantio de maconha na região do Vale do São Francisco não está apenas relacionada a um fator histórico ou de um mercado consumidor.

O deslocamento de agricultores para a construção de hidrelétricas no rio e o crescimento do agronegócio também têm uma parcela significativa na explicação deste fenômeno. O agronegócio, ao mesmo tempo que criou rotas de escoamento, não foi uma alternativa viável de emprego para os trabalhadores rurais. Se somarmos a isso as péssimas condições para o desenvolvimento dos produtos agrícolas tradicionais, em uma região de seca e de baixíssimo investimento governamental, temos os elementos propícios para o crescimento dos plantios ilícitos de cannabis.

CC: O senhor disse que, além dos elementos econômicos e sociais, historicamente o cultivo de maconha sempre esteve presente nesta região. É isso mesmo?

PF: Há registros da presença de cannabis na região desde a segunda metade do Século XIX. O inglês Richard Burton, navegando pelo Rio São Francisco, identificou a planta e chamou a atenção para o fato de o clima e da vegetação serem propícios ao desenvolvimento de seu cultivo para ser usado comercialmente, na indústria têxtil.

Já nos anos 1930, Jarbas Pernambucano, estudioso de questões sociais envolvendo o uso da maconha, revela a presença de plantios para fins de abastecimento dos incipientes mercados de Salvador e Recife. Nos anos 1950, em seu livro O Homem do Vale do São Francisco, Donald Pierson descreve situações de uso coletivo da maconha e de plantio em, pelo menos, cinco localidades. Nesta mesma época, já há preocupação das autoridades brasileiras com a repressão do plantio nessa região.

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Polígono da maconha
O Polígono da Maconha compreende 13 cidades do sertão pernambucano e baiano. Mais ao norte, desponta outro polo produtor no Maranhão e Pará
CC: A repressão ao plantio de maconha ocorre desde os anos 80. Por que ela não foi capaz de acabar com essa prática?

PF: Não adianta reprimir sem dar maiores alternativas ao plantio ilícito. É preciso ações como um maior financiamento do pequeno produtor, apoio ao escoamento da produção, integrar as áreas produtivas com os mercados consumidores, amenizar o convívio com a seca e mudar a nossa política de repressão às drogas. Estamos no século XXI e não podemos mais utilizar a desculpa de que a seca é um flagelo. Nessa mesma região, o agronegócio prospera. O problema, com certeza, não é a falta de água.

CC: Há interesse de grupos familiares ou de políticos regionais em manter essa atividade, que é altamente lucrativa?

PF: Enquanto houver esses problemas de infraestrutura para a agricultura local, haverá o plantio de cannabis. Mas é lamentável que o Brasil não reveja suas leis sobre a produção de cannabis e essa região não possa se transformar em um polo legal para fins medicinais do uso de cannabis, por exemplo, ou de produção têxtil e, mesmo, para fins recreativos. Sei que a questão não é simples, mas precisamos enfrentá-la.

Em um possível cenário em que a maconha seja liberada, esta região poderia ser aquela que teria o monopólio da produção, notadamente, no sistema de agricultura familiar. A maconha, então, traria melhores condições de vida para o sertanejo. Porque vamos ainda colocar trabalhadores rurais na cadeia ou na vida do crime? Quem ganha com isso? Com certeza, não é o pequeno agricultor. Quem mais se beneficia não é o pequeno agricultor, mas o atravessador e o “patrão”, como na agricultura tradicional.

CC: Qual é o perfil do trabalhador envolvido neste plantio?

PF: O trabalhador envolvido no plantio da cannabis não se diferencia do agricultor tradicional. São agricultores pobres, que não têm muitas condições de uma vida mais digna de consumo e bem estar fora do plantio ilícito. Muitos deles em uma época do ano plantam o produto tradicional como o algodão, o pimentão, o tomate e, em outra parte do ano, se envolvem no plantio de cannabis. Ou seja, utilizam o plantio de cannabis como forma de complementar sua renda. Outros se dedicam mais intensificadamente e estão mais atrelados à rede criminosa. Mas é importante frisar que a grande maioria dos agricultores locais não têm qualquer relação com o plantio de cannabis.

CC: O plantio envolve a família toda?

PF: Nos anos 1990 era mais comum ver jovens, adolescente e até criança no plantio. Os programas governamentais implementados nas últimas décadas tiveram um impacto positivo de expor menos esse público às condições de trabalho, na maioria das vezes, penosas. Hoje, quando se utiliza força de trabalho infanto-juvenil é mais na hora da colheita, pois ela precisa ser rápida para evitar roubos de outros grupos ou não ser apanhados pela polícia, que prefere agir na repressão no momento da colheita para aumentar o prejuízo. Muitos jovens, filhos e netos de agricultores atingidos pelas barragens do Rio São Francisco tiveram sua primeira experiência agrícola no plantio de cannabis.

CC: É um plantio organizado em grandes propriedades ou em agricultura familiar?

PF: Não há latifúndio ou plantios em áreas muito extensas porque isso facilitaria bem mais as tarefas de identificação das polícias, principalmente a Polícia Federal, que hoje já faz um trabalho mais eficiente de identificação de plantios por imagem de satélites. Ademais, plantios muito extensos são de mais difícil organização, planejamento e controle.

CC: Então, como os trabalhadores se envolvem neste plantio?

PF: Os trabalhadores se envolvem, geralmente, de três formas. A primeira é como assalariado. Sendo contratado por um período, para plantar, cuidar e colher. Pode ser, também, no sistema de meeiro, quando cuida de uma porção de terra e depois divide o produto com quem chamam de “patrão”, uma pessoa que geralmente nem conhecem. A terceira forma é como agricultura familiar. Em qualquer um dos três modos, o pequeno agricultor envolvido não tem controle do preço final do produto e se insere de maneira subalterna, em um elo de produção e venda em que há mais atores. O agricultor é o elo mais frágil da cadeia e é quem mais sofre com a repressão porque está na ponta do processo e mais desprotegido.

CC: Em quais terras ocorre a produção de maconha?

PF: Devido ao fato da legislação brasileira prever terras para desapropriação para fins de reforma agrária em áreas onde forem encontrados plantios ilícitos, as plantações se fazem, geralmente. em terras abandonadas, de propretário desconhecido ou em áreas públicas, inclusive de preservação, como a caatinga. No entanto, com a intensificação das ações de erradicação dos plantios nos últimos anos, volta-se a utlizar plantios em pequenas proriedades, em quantidades de covas reduzidas, para evitar a identificação, e nas ilhas do Rio São Francisco.

CC: O plantio acontece o ano todo?

PF: Sim, é possível plantar o ano todo, pois não há muita variação e a cannabis é uma planta bem adaptada. O que se busca é variar o período para se evitar as ações de erradicação de plantio.

CC: Existe relação entre o uso de agrotóxicos nessas plantações e uma maior frequência das incursões da polícia nesta região?

PF: Agrotóxico, no sentido do defensor agrícola para evitar pragas, não. Mas, em relação a uso de produtos para acelerar a produção, sim. Historicamente o plantio de cannabis na região era feito sem a utilização de adubos químicos para evitar o aumento do preço de custo da produção. No entanto, o aumento da eficiência das ações de erradicação das polícias, prevendo ações em períodos de colheitas de quatro meses, levou à utilização de adubos químicos para acelerar o tempo da colheita. Hoje é possível ter ciclos de dois meses.

Fonte: Carta Capital.

JARBAS VASCONCELOS SOBRE EDUARDO CUNHA: ” ESTAMOS VIVENDO UM MOMENTO DE DITADURA ABSOLUTA, ELE FAZ O QUE QUER”.

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Jarbas Vasconcelos, único Deputado Federal pernambucano filiado ao PMDB, que há alguns anos posicionava-se contra o Partido dos Trabalhadores (PT), passou a defender a governabilidade da Presidente Dilma Rousseff no embate travado pelo seu correligionário, o Deputado Federal e presidente da Câmara dos Deputados Federais, Eduardo Cunha.

Em entrevista concedida à Rádio Jornal, Jarbas afirma que” Eduardo Cunha quer romper com o governo numa hora em que Dilma vive uma fase desgraçada, com menos de 10% de apoio. Com essa coisa de bater em Dilma, ele pode atingir o País”. Destacou também que “por sua trajetória, Dilma não tem formação para renúncia”.

O pernambucano há algum tempo vem se posicionando contra Eduardo Cunha, descrevendo a gestão do mesmo como “precária, medíocre e marcada por pautas cheias de remendos e manobras regimentais”.

O deputado afirma que votou em Eduardo Cunha para presidir a Câmara com o intuito de evitar a reeleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Contudo, afirma estar chocado com o autoritarismo de Eduardo Cunha, dizendo que “estamos vivendo um momento de ditadura absoluta, ele faz o que quer. Não podemos deixar que vá à televisão para contar mentiras. É preciso enfrentá-lo”.
Jarbas disse estar estarrecido com o mar de denúncias, disse também que ” a Operação Lava Jato foi a melhor coisa que vi em toda a minha vida política. Já foram colocados vários empresários na cadeia. Agora é a vez dos políticos”, defendendo que tanto Eduardo Cunha como Renan Calheiros sejam devidamente investigados. O deputado disse ainda que ” agora é fácil jogar Dilma para a lama”, classificando as atitudes do Presidente da Câmara como “oportunismo puro”.
 
Lívia de Lima Monteiro – Redatora.

O PROJETO SOCIAL “LUTANDO PELO BEM” PRECISA DA SUA AJUDA!

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Pessoal, venho convidar a todos que apoiam a minha luta para se ternarem padrinhos do nosso projeto, caso nao tenha condições, que possa compartilhar esse cartaz até que chegue em quem possa ajudar. A Prefeitura de Salgueiro está de costas pra nós e se nada acontecer , no final desse mês estaremos FECHANDO AS PORTAS. Não deixe o sonho dessas crianças ser abortado como tantos outros. Não deixe esse talentos serem enterrados nesse cemitério chamado SALGUEIRO.20 Padrinhos salvam o nosso projeto! CONTO COM A SUA AJUDA.! OBRIGADO.

Por: Mestre Paulo Maia.

9 anos sem Luiz Monteiro.

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9 anos sem Luiz Monteiro. Com o tempo, a dor da saudade se transforma nas boas lembranças. 9 anos se passaram e, por incrível que pareça, permanece tão vivo quanto antes. Nada mudou. As lembranças do seu rosto, da sua voz, do seu caminhar, do seu jeito de sentar permanecem tão intactas, que quando lembro parece que estou te vendo em minha frente.
Luiz Monteiro, um dos meus pontos de referência, um dos meus exemplos. Além de todas as lembranças, ainda tenho a sua cópia em caráter e jeito dentro de casa: meu pai!
Ainda te amo como antes, e peço a Deus que permita que eu me lembre do senhor sempre, que eu não esqueça nunca a sua face. Tenho medo disso! Porque te mantendo vivo em mim, é proteger o porto seguro que sempre foi e que continua sendo para mim.

“Saudade é amor que fica.”

9 anos sem o nosso Luiz.

 

Lívia de Lima Monteiro

PLANALTO RESPONDE CUNHA E DIZ ESPERAR ‘IMPARCIALIDADE’

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“O presidente da Câmara anunciou uma posição de cunho estritamente pessoal. O Governo espera que esta posição não se reflita nas decisões e nas ações da presidência da Câmara, que devem ser pautados pela imparcialidade e pela impessoalidade”, diz nota divulgada pelo Palácio do Planalto, após o anúncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de que rompeu com o governo; além de defender a harmonia entre os Três Poderes, a nota lembra que o PMDB participou da sustentação do governo desde a primeira eleição de Lula e cita a presença do vice-presidente, Michel Temer, de ministros e parlamentares do partido de Cunha, dizendo que eles “tiveram e continuam tendo um papel importante no governo”; a aliados, Cunha prometeu que irá ‘explodir o governo’

17 DE JULHO DE 2015 ÀS 15:20

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

O governo disse esperar que a posição do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de anunciar rompimento com o governo, seja uma posição pessoal e que não se reflita nas ações de Cunha à frente da Casa, diz nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

“O presidente da Câmara anunciou uma posição de cunho estritamente pessoal. O Governo espera que esta posição não se reflita nas decisões e nas ações da presidência da Câmara, que devem ser pautados pela imparcialidade e pela impessoalidade”, diz a nota.

Além de defender a harmonia entre os Três Poderes, a manifestação lembra que o PMDB participou da sustentação do governo federal, desde a primeira eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nota cita a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, de ministros e parlamentares do partido de Cunha, dizendo que eles “tiveram e continuam tendo um papel importante no governo”.

“E, neste momento em que importantes desafios devem ser enfrentados pelo país, os Poderes devem agir com comedimento, razoabilidade e equilíbrio na formulação das leis e das políticas públicas”, escreveu a Secretaria de Comunicação Social da Presidência.

“O governo sempre teve e tem atuado com total isenção em relação às investigações realizadas pelas autoridades competentes, só intervindo quando há indícios de abuso ou desvio de poder praticados por agentes que atuam no campo das suas atribuições”, informa.

A nota explica que a Receita Federal integra a força-tarefa que participa das investigações da Operação Lava Jato, “atuando no âmbito das suas competências legais, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, seguindo determinações dos órgãos responsáveis pelas investigações”.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Governo emite nota sobre declarações do presidente da Câmara dos Deputados

Veja, abaixo, nota à imprensa publicada nesta sexta-feira (17) sobre as declarações do presidente da Câmara dos Deputados:

“1) Desde o governo do presidente Lula e durante o governo da presidente Dilma Rousseff, o PMDB vem integrando as forças políticas que dão sustentação a esse projeto que vem transformando o País. Tanto o vice-presidente da República como os ministros e parlamentares do PMDB tiveram e continuam tendo um papel importante no governo.

2) O presidente da Câmara anunciou uma posição de cunho estritamente pessoal. O governo espera que esta posição não se reflita nas decisões e nas ações da Presidência da Câmara que devem ser pautados pela imparcialidade e pela impessoalidade. O Brasil tem uma institucionalidade forte. Os Poderes devem conviver com harmonia, na conformidade do que estabelecem os princípios do Estado de Direito. E neste momento em que importantes desafios devem ser enfrentados pelo País, os Poderes devem agir com comedimento, razoabilidade e equilíbrio na formulação das leis e das políticas públicas.

3) O governo sempre teve e tem atuado com total isenção em relação às investigações realizadas pelas autoridades competentes, só intervindo quando há indícios de abuso ou desvio de poder praticados por agentes que atuam no campo das suas atribuições. A própria Receita Federal esclarece que integra a força-tarefa que participa das investigações da operação “Lava-Jato”, atuando no âmbito das suas competências legais, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal seguindo determinações dos órgãos responsáveis pelas investigações.

Secretaria de Comunicação da Presidência da República. ”

Fonte: Brasil247

“UPP não acabou com o tráfico, só trouxe falsa sensação de segurança”.

 

por Marcelo Pellegrini — publicado 16/07/2015 02h40
A polícia divide espaço com traficantes no Complexo do Alemão, acusam moradores

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Adriana Lorete
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Souza reclama: “Para quem está na linha do fuzil, nunca foi diferente”

 

“Na favela não tem traficante, tem varejista. Os traficantes estão na Presidente Vargas, onde fica a sede da Polícia Militar do Rio de Janeiro.” Essa foi a resposta de Leonardo Souza, integrante do coletivo Ocupa Alemão, a um representante da PM, durante a audiência pública de abril em que a polícia pedia por mais apoio dos moradores à guerra contra o narcotráfico.

Fundado em 2012, dois anos após a implantação da primeira Unidade de Polícia Pacificadora no complexo de favelas, o Ocupa Alemão defende a desmilitarização dos morros cariocas. O coletivo justifica seu posicionamento com base nos casos de abusos policiais na comunidade, de invasões a festas de aniversário a casos extremos como a morte de Mário Lucas, de 18 anos, assassinado por um policial dentro de sua casa, ou o menino Eduardo Ferreira, de 10 anos, morto com um tiro por um agente público, segundo a perícia, na porta de sua residência.

Exposto a um cotidiano de violência frequente, Souza é cético em relação à presença da polícia nas favelas. “A UPP nunca tirou o tráfico de drogas, só trouxe uma falsa sensação de segurança para a classe média.”

O vácuo deixado pelo Estado, sempre se afirmou, abriu espaço para um poder paralelo. Sua presença, diz o ativista, não amenizou o problema. “Antes da UPP, éramos obrigados a responder ao traficante. Hoje, se algo acontece, não posso chamar a polícia porque o traficante vai ver. Também não posso chamar o traficante porque a polícia me vigia. Não temos a quem reclamar”, afirma Souza.

Criadas em 2008, as UPPs são a principal aposta do governo fluminense para restabelecer o controle das favelas e combater o narcotráfico. Funcionam? Nem tanto, segundo as estatísticas. Dados da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro revelam que os roubos a residências cresceram 20% e os de estabelecimentos comerciais avançaram 28% na área do 16º Batalhão da Polícia Militar, que abrange os complexos da Penha e do Alemão, na comparação entre os primeiros três meses de 2014 e deste ano. A polícia defende-se com outros dados: 50% de redução em homicídios, entre 2011 e 2014, e aumento de 140% nas apreensões de armas na região.

Os indicadores mais recentes seriam a prova de que a presença policial não trouxe segurança, segundo o Ocupa Alemão. Ao contrário, antes da UPP, o complexo vivia relativa paz, segundo Rafael Balbo, também integrante do coletivo. Nesse período, todas as favelas estavam sob o domínio da facção criminosa Comando Vermelho.

Com as UPPs, o Comando Vermelho foi expulso e deu lugar a duas facções rivais: os Amigos dos Amigos (ADA) e o Terceiro Comando. “A polícia entra e escolhe qual facção quer aqui. Os policiais protegem o bandido lucrativo para eles e perseguem quem vai contra seus interesses”, acusa Balbo. “Com o complexo dividido entre duas facções, muitos moradores são impedidos de visitar parentes ou transitar em áreas rivais.”

Para ele, o maniqueísmo da disputa polícia versus traficantes, criado pelo governo e pela mídia, camufla a corrupção policial. “No Morro do Adeus, abriram uma boca na minha rua, em 2014. A polícia ficava a 5 metros, fazendo a proteção dos traficantes”, relata. “Neste ano mudou, porque eles não estavam conseguindo dar apoio aos moleques 24 horas por dia. Aí, prenderam o chefe e agora eles estão em tiroteio direto até se acertarem de novo.”

Souza concorda com a avaliação. Segundo ele, a guerra ao narcotráfico é uma desculpa para controlar militarmente áreas pobres e de maioria de população negra. “O tráfico de drogas ou armas não é problema do morro. Eu moro no Alemão desde que nasci e nunca encontrei uma fábrica de drogas ou de arma aqui. Essa é uma guerra contra pobres e negros.”

Moradores observam ainda seus escassos bens públicos servirem de trincheira. É o caso da Escola Estadual Caic Theophilo de Souza Pinto, há dois anos usada como base para a UPP Nova Brasília e com as paredes marcadas pelo confronto armado. A instituição apresenta desempenho escolar de 2,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, um ponto abaixo da média estadual. Por causa da violência, houve queda no número de alunos: 37% de redução em suas matrículas em comparação com 2010, ano em que a UPP foi instalada. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora, a UPP Nova Brasília aguarda a conclusão da reforma da nova base para abandonar a escola.

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As paredes da Escola Estadual Caic Theophilo de Souza Pinto ainda guardam as marcas do fogo cruzado
“Para quem está na linha do fuzil, o cenário nunca foi muito diferente”, afirma Souza. “A favela foi criada para ser um ‘não local’, para não existir. E a falta de políticas públicas após a ocupação confirma isso.”

“O que a gente quer é a auto-organização dos moradores. O Estado não entende as favelas e nunca as desejou. As favelas nasceram de mutirões. Nós, moradores, erguemos casas, escolas e creches, mas agora somos expulsos pela polícia e pela especulação imobiliária que veio com a ocupação”, acrescenta.

Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora afirma que nenhuma denúncia formal do coletivo foi encaminhada à polícia e os crimes policiais são investigados e punidos. Diz ainda que, de 2007 a maio de 2015, mais de 2 mil policiais civis e militares foram expulsos de suas corporações pelas mais variadas irregularidades. Além disso, “não haverá recuo no processo de pacificação nem a retirada de UPPs do Complexo do Alemão”

*Reportagem publicada originalmente na edição 858 de CartaCapital, com o título “Espremidos entre dois senhores”

Fonte: Carta Capital.

UTI em Salgueiro corre risco de fechar as portas.

 

 

 

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A Unidade de Terapia Intensiva Dr. José Alves de Carvalho Nunes, localizada no Pronto Socorro São Francisco em Salgueiro,  foi inaugurada no ano de 2013 e é fruto de uma parceira público-privada entre o Governo do Estado de Pernambuco e o Pronto Socorro São Francisco e beneficia diretamente as cidades de Salgueiro, Belém do São Francisco, Cedro, Mirandiba, Serrita,Terra Nova e Verdejante. Na solenidade estiveram presentes várias autoridades como o antigo Secretário Estadual de Saúde, Antônio Carlos Figueira representando o Ex-Governador Eduardo Campos,  o Prefeito de Salgueiro, Dr. Marcones Libório, o Vice- Prefeito, Dr. Cacau, o Diretor do Pronto Socorro São Francisco, Dr. Assis, dentre outras personalidades.

Fora acordado que, por mês, seriam repassados 359 mil reais para o custeio dos dez leitos de UTI, perfazendo um total de 4,3 milhões por ano. Vale dizer ainda que, uma equipe multidisciplinar de 40 profissionais, atua na Unidade no serviço de assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)  Ocorre que, nos últimos tempos a parceria não tem sido cumprida, o que tem comprometido a permanência da prestação dos serviços. Isto porque, devido ao não pagamento dos repasses tanto pelo Governo do Estado de Pernambuco, quanto pelo Governo Federal (SUS), a UTI corre sérios riscos de fechar as suas portas, o que, de fato, é um prejuízo imensurável à população abrangida pelo serviço, que tanto reclamou e lutou por esse avanço no Município.

 

Lívia de Lima Monteiro

Redatora

PROJETO “LUTANDO PELO BEM”.

 

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O projeto social “LUTANDO PELO BEM”, idealizado pelo Professor Paulo Maia (faixa roxa de Jiu- Jitsu, Bi-campeão Pernambucano, Campeão Brasileiro 2015, Campeão Mundial 2015 e Grau Marrom Ponta Preta de Muay Thai), teve início em março de 2014, na cidade de Salgueiro/PE. Tal iniciativa tem como principal objetivo formar, por meio das artes marciais, cidadãos de bem, campeões no Tatame e na vida e, principalmente, livrar os jovens das drogas, lhes dando a oportunidade de um mundo melhor e de melhores expectativas para o futuro.

O público alvo do projeto são crianças e jovens de 5 a 14 anos das escolas públicas de nossa cidade, e oferece, gratuitamente, aulas diárias de artes marciais, tais como: Judô, Jiu- Jitsu e Muay Thai. Atualmente, o projeto abrange 60 crianças, dentre elas algumas já são campeãs pernambucanas. Contudo, por não ter qualquer incentivo por parte do  Governo Municipal, o projeto é carente de Kimonos, luvas e equipamentos que propiciem melhores condições de treinos. O professor Paulo Maia, tem travado diariamente uma guerra, a fim de que o projeto resista e cresça, mas sem os auxílios necessários e sem patrocinadores, esta tarefa tem sido bastante árdua.

 

Aquele que tiver vontade de ajudar, entre em contato conosco pelo email lilitbf@hotmail.com ou pelo fone 081 9662-7479 falar com Paulo Maia.

 

Essa luta é de todos!

 

 

Lívia de Lima Monteiro

Redatora.

 

EM DIÁLOGO, EMPREITEIRO DIZ QUE ENCONTRARÁ AÉCIO.

 

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Réu na Operação Lava Jato sob acusação de pagar propina a políticos para ter contratos e benefícios na Petrobras, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro citou o senador Aécio Neves em mensagens de celular interceptadas pela Polícia Federal; ele diz ao diretor superintendente da empresa que “vai estar com Aécio” no mesmo horário de uma reunião com o embaixador de Moçambique no Brasil; a data era 26 de novembro de 2012; menos de duas semanas depois, o tucano foi lançado candidato a presidente; em nota à imprensa, Aécio Neves confirmou que se encontrou com Léo Pinheiro, “mas não sabe se nessa data específica”; na campanha de 2014, a candidatura do tucano recebeu da OAS doações que somam R$ 7.480.715,55
13 DE JULHO DE 2015 ÀS 15:18

247 – O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, preso pela Operação Lava Jato, mencionou o nome de Aécio Neves, senador e presidente nacional do PSDB, em troca de mensagens de celular interceptadas pela Polícia Federal. As conversas indicam que o líder do movimento que tenta abreviar o mandato da presidente Dilma Rousseff encontrou-se com o empreiteiro em 2012.

Relatório da PF, com 38 páginas, transcreve correspondências de Léo Pinheiro e foi anexado aos autos da 14ª fase da Lava Jato, que levou à prisão executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht, conforme reportagem publicada no blog do jornalista Fausto Macedo nesta segunda-feira.

A menção a Aécio Neves surge em meio a conversa de Pinheiro com o diretor superintendente da OAS Internacional Augusto Cézar Uzeda para acertar o encontro de Uzeda com o embaixador de Moçambique, que estava viajando para o Brasil na época. “Vou confirmar sua ida. Nesse mesmo horário vou estar com Aécio”, diz trecho da mensagem de Leo Pinheiro.

A mensagem, contudo, não deixa claro o que seria a “aproximação para 2014″, ano das eleições, ou mesmo porque os executivos teriam marcado o encontro com Aécio no mesmo período em que tratavam com políticos do PT. Léo Pinheiro é réu na Lava Jato acusado de atuar no núcleo empresarial do esquema que cartelizava licitações de obras da Petrobras e pagava propina para diretores da estatal.

Em dezembro de 2012, menos de duas semanas após a mensagem de Léo Pinheiro, Aécio Neves foi lançado pré-candidato a presidente da República pelo PSDB para 2014 em um evento com o então presidente da sigla Sérgio Guerra, que morreu no ano passado, e o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. Sérgio Guerra é acusado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa de ter cobrado e recebido, no ano de 2009, propina no valor de R$ 10 milhões para que a CPI da Petrobras que investigava denúncias contra a estatal na época pudesse ser “ignorada”, ou “acabada” ou “postergada” (leia mais).

Apesar de citado em uma delação do doleiro Alberto Youssef como sendo um político que “dividia” a propina referente a uma diretoria da estatal energética Furnas com o ex-deputado do PP José Janene (morto em 2010), Aécio Neves teve o inquérito contra ele na Lava Jato arquivado a pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Em nota à imprensa, o senador Aécio Neves confirmou que se encontrou com Léo Pinheiro. “O senador já esteve com ele, mas não sabe se nessa data específica”, afirmou a nota, sem dar detalhes sobre o assunto que o tucano teria tratado com o executivo.

O relatório da PF mostra também diálogo do ex-executivo da OAS em que o nome “Brahma” é citado, o que, segundo a Polícia Federal, seria uma referência ao ex-presidente Lula. Na conversa, Léo Pinheiro e Augusto Cézar Uzeda relatam que o então embaixador de Moçambique teria contribuído para que outras empresas brasileiras conseguissem atuar no país

Fonte: Brasil247